Largo das Amoreiras, no centro da aldeia, a meio da Rua Grande, era o palco de espeta?culos ambulantes, as “come?dias”, que atraiam novos e velhos, e cujos artistas eram uns saltimbancos, que mal conseguiam matar a fome, com as moedas de um tosta?o que lhes i?amos depositando na pequena caixa de papela?o, colocada estrategicamente no cha?o, no local onde se desenrolava o espeta?culo. Moedas que, para quem as dava, representavam um certo esforc?o econo?mico e maior ma?goa, por na?o poderem recompensar, de forma mais avultada, quem lhes mostrava tamanhas habilidades que a todos encantavam. Os sero?es das “come?dias” eram vividos com muito entusiasmo pelos habitantes da aldeia, a?vidos de algo que lhes alterasse as suas rotinas e alegrasse os seus dias sempre iguais, e para a maioria, pesados pelo duro e a?rduo trabalho. Compare-se com toda a variedade de entretenimentos a que agora todos temos acesso.<br /><br />
