Editorial: Letras Lavadas
Número de páginas: 175 págs. 20.0 x 14.0 cm
Fecha de edición: 01-10-2025
EAN: 9789897356360
ISBN: 978-989-735-636-0
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“O Mundo é o Bairro e o Bairro é o Mundo”, afirma o Melancómico. Que Bairro é esse?, perguntamos. É o nosso Bairro. O Bairro que cada um de nós tem na sua vida. O lugar, real ou simbólico, onde nos sentimos em casa, junto dos nossos. O Grupo a que pertencemos, no sentido mais humanista do termo, como Kurt Vonnegut lhe chamaria. Marguerite Yourcenar pôs o Imperador Adriano a dizer que haveria sempre alguém sentado no trono de Roma, mesmo depois de Roma deixar de existir. Nas traseiras do prédio da minha filha, que vive nas Olaias, em Lisboa, joga-se à malha. De certa forma, todos nós temos um Bairro em que nos sentimos em casa. Mesmo que a última retrosaria já tenha fechado. O que o Melancómico nos tem apresentado, nas suas diversas modalidades, são retratos impressionistas do povo português. Passou de pequenas sátiras a uma certa realidade portuguesa, com apontamentos de humor certeiros e em grande parte autocontidos, para microcontos, ou poemas em prosa, verdadeiras elegias da portugalidade. Os contos de Alphonse Allais deixaram marcas na forma como alguns de nós olham para a sociedade. Nuno Costa Santos, reconhecendo-o ou não, está no seguimento de nomes como André Brun, Alexandre O`Neill ou Mário-Henrique Leiria, na medida em que o humor que usa surge ancorado numa benevolência generalizada e não deixa resvalar o seu trabalho para um cinismo inconsequente.
