Editorial: Caleidoscópio
Número de páginas: 200 págs. 29.0 x 23.5 cm
Fecha de edición: 01-01-2026
EAN: 9789896589677
ISBN: 978-989-658-967-7
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Adalberto Dias foi chamado à recuperação da Sé de Lisboa, um desejo realizado de Afonso Henriques.
Na Sé de Lisboa há, visíveis ou ocultas, várias camadas de ocupação. Não apagam completamente as anteriores, mantendo a condição de alicerce, acrescido pelo que se foi sobrepondo. Através de descobertas e surpresas no decorrer da obra, surgiram vestígios arqueológicos inesperados e, como tal, não previstos no programa inicial.
Nos tempos próximos de hoje as intervenções praticadas utilizaram novos materiais: ferro e betão. O ferro prevalece no projeto de Adalberto Dias, com a sua capacidade estrutural e com a sua expressão e materialidade, completando o que à pedra e ao betão compete, numa leitura do tempo que não é a da degradação e desaparecimento, mas da continuidade na utilização ou reutilização – pedras desenterradas ou refeitas, na procura dos exemplos ainda disponíveis.
A nova escada de acesso aos vários pisos, num ângulo do claustro recuperado, parece simbolizar as hesitações de hoje. Recorta-se vivamente ou quase desaparece, estendendo-se em poeira doirada e focos cortantes – e logo assumindo a evidência funcional.
Adalberto Dias (e quem o acompanha) seguiu o rigoroso trabalho de conservação e ou recuperação, ou de descoberta – e de criação oportuna e transformadora. Como sucedeu ao longo dos séculos de existência da Sé de Lisboa.
