Editorial: Documenta
Número de páginas: 264 págs. 20.6 x 14.6 cm
Fecha de edición: 01-11-2025
EAN: 9789895682331
ISBN: 978-989-568-233-1
Precio (sin IVA): 22,10 €
Precio (IVA incluído): 22,98 €
A impostura de uma certa arte contemporânea pode ser desmontada com aquilo a que Marx chamou fórmula universal do capital, sobretudo se a con- trairmos até à fórmula da especulação pura: D — D’, na qual o dinheiro (D) é investido para gerar mais dinheiro (D’), tornando dispensável ou secundária a mercadoria.
Uma das teses deste livro consiste em afirmar que tal fórmula exprime o funcionamento das subjectividades na era do capitalismo financeiro, a ponto de operar uma perversão na criação artística, passível de ser traduzida na fórmula S — S’: nesta, o sujeito-artista (S), tornando dispensável ou secundária a obra, procura perversamente regressar a si mesmo valorizado (S’). "Para esta segunda edição, introduzi apenas ligeiras emendas (nada de substancial, portanto): na verdade, tenho constatado que a tese central do livro — o facto de o crédito se ter tornado coextensivo à vida humana — se tem con¿rmado de múltiplas formas. Não deixei todavia de acrescentar um post scriptum, redigido poucos meses após a primeira edição, no qual procuro pensar, a partir de factos recentes, aquilo que de mais alarmante constitui a destruição do êthos artístico: a própria destruição material ou o desaparecimento da obra de arte. Por fim, e indo ao encontro da sugestão de vários leitores, inseri no final do volume um breve glossário, uma nota bibliográfica e um índice onomástico".
